Sem Opção
Sem Opção.
Por Ana Beatriz do Vale.
Por Ana Beatriz do Vale.
Não sinto minhas pernas. A escuridão que me cerca fica, a cada instante, mais intensa. Já não posso mais segurar a respiração. Meus pulmões queimam e minha vista trêmula. A sombra do que imagino ser o píer já não está mais ao alcance dos meus olhos, mas algo move-se na agua, alguma coisa vem em minha direção e então eu a vejo. Seu corpo está quase toda à mostra. Seria uma sereia? Mas então por que seu rosto me parece tão familiar? Paro de pensar nisso quando sua mão alcança a minha. De repente uma sensação de tranquilidade espalha-se por que corpo. Ela veio. Ela pulou na agua gelada por mim. Então a cena muda. Estamos agora em um restaurante, não qualquer restaurante, estamos no restaurante preferido dela e ela está simplesmente maravilhosa. Seu vestido amarelo prende meus olhos em seu corpo e eu já não escuto mais o que sua boca tenta me dizer. E a palavra surge. Ah! Como eu daria tudo para adiar mais um pouco! Como eu gostaria de contemplá-la um pouco mais! Como eu gostaria de abraça-la, de beijá-la, de dizer o quanto a amo e tantas outras coisas! Mas agora a única coisa que vejo e escuto é essa palavra, que ecoa em minha mente, que perturba meus sonhos, que atrapalha meu destino.
Não... Não... Não...
Maldita palavra de três letras! Por que tu tinhas que existir? Por que tu tinha que atrapalha o meu amor?!
Por quê?... Por quê?... Por quê?
Não... Não... Não...
Maldita palavra de três letras! Por que tu tinhas que existir? Por que tu tinha que atrapalha o meu amor?!
Por quê?... Por quê?... Por quê?
Meus olhos encontram o teto amarelado do meu quarto. Em meu pensamento aquela voz suave e doce ainda me atormenta. A mesma voz que escuto todos os dias, a mesma voz que agora grita longe.
- Anda! Vamos rápido! – me dirijo a janela e a vejo. Ela está, ironicamente, vestindo o casaco que a dei naquele dia, seus cabelos acobreados estão esvoaçantes, seus olhos miram o rapaz desajeitado que caminha cautelosamente pelo píer de madeira, como se duvidasse que ele o suportasse. Um leve sorriso espalha-se por meus lábios. Como ele é idiota. Meus olhos não se detêm no rapaz por muito tempo, eles são atraídos naturalmente pela garota, que já está sentada na borda do píer e se ocupa de gargalhar do rapaz.
- Anda! Isso não vai cair, não! – ela grita entre risos. Seus olhos sorriem tanto quanto seus lábios. Como eu pude deixar uma garota assim me escapar por entre os dedos?, penso nisso.
Quando volto meus olhos para a garota ela já não está mais lá. Uma má impressão corta meu peito, desloco meus olhos para o rapaz e o vejo correr desesperadamente em direção ao lugar onde ela estava. Corro para a porta e saio da casa. O píer não é tão longe, talvez eu chegue a tempo, Talvez eu consiga salva-la. Mas ela já está a salvo. O rapaz a salvou. Uma onda de raiva invade minha mente. Por que ele a salvou? Por que não eu? Por que ELA o escolheu?
- Anda! Vamos rápido! – me dirijo a janela e a vejo. Ela está, ironicamente, vestindo o casaco que a dei naquele dia, seus cabelos acobreados estão esvoaçantes, seus olhos miram o rapaz desajeitado que caminha cautelosamente pelo píer de madeira, como se duvidasse que ele o suportasse. Um leve sorriso espalha-se por meus lábios. Como ele é idiota. Meus olhos não se detêm no rapaz por muito tempo, eles são atraídos naturalmente pela garota, que já está sentada na borda do píer e se ocupa de gargalhar do rapaz.
- Anda! Isso não vai cair, não! – ela grita entre risos. Seus olhos sorriem tanto quanto seus lábios. Como eu pude deixar uma garota assim me escapar por entre os dedos?, penso nisso.
Quando volto meus olhos para a garota ela já não está mais lá. Uma má impressão corta meu peito, desloco meus olhos para o rapaz e o vejo correr desesperadamente em direção ao lugar onde ela estava. Corro para a porta e saio da casa. O píer não é tão longe, talvez eu chegue a tempo, Talvez eu consiga salva-la. Mas ela já está a salvo. O rapaz a salvou. Uma onda de raiva invade minha mente. Por que ele a salvou? Por que não eu? Por que ELA o escolheu?
Por quê?... Por quê?... Por quê?
Eles estão vindo em minha direção, tento limpar minha mente, tento pensar que ela está a salvo. Andrea está a salvo. É tudo o que importa.
- Tudo bem? Você se machucou? – pergunto evitando olhar para o rapaz.
- Tudo bem. Eu só escorreguei e então Sillas me pegou. – ela responde dirigindo o olhar para o rapaz.
- Tudo bem? Você se machucou? – pergunto evitando olhar para o rapaz.
- Tudo bem. Eu só escorreguei e então Sillas me pegou. – ela responde dirigindo o olhar para o rapaz.
Silencio.
- É melhor você entrar e trocar essa roupa molhada. – digo tentando quebrar o gelo.
Nós estamos na casa do lago dos meus pais. A mesma casa onde, há dois anos, tudo começou. Ela agora está com o Sillas, eu... Só. Finalmente entramos, ela sobe para se trocar e fico a sós com o Sillas.
- Eu vou pedi-la em casamento. – ele diz.
- Mesmo? – pronuncio mesmo com o nós que se forma em minha garganta.
- Sim.
- Quando? – pergunto nervoso. Meus pensamentos estão desordenados. Imagens de nós dois invadem minha mente e o terror apodera-se do meu corpo. Eu ainda a amo.
- Essa semana ainda. Aqui. – ele responde. Minhas mãos começam a suar.
- O que você pensa em fazer? – pergunto.
- Não sei. Jantar, talvez.
- Não vai dar certo. – respondo como se soubesse das coisas. Mas pera ai, da ultima vez não deu certo.
- O que você sugere então? – ele pergunta me desafiando.
- Não sei. – respondo. É claro que sei, mas não sou estupido o suficiente para confessar.
- Hmm. Se tiver alguma ideia me avise. – ele pede.
- Claro. – minto
- Eu vou pedi-la em casamento. – ele diz.
- Mesmo? – pronuncio mesmo com o nós que se forma em minha garganta.
- Sim.
- Quando? – pergunto nervoso. Meus pensamentos estão desordenados. Imagens de nós dois invadem minha mente e o terror apodera-se do meu corpo. Eu ainda a amo.
- Essa semana ainda. Aqui. – ele responde. Minhas mãos começam a suar.
- O que você pensa em fazer? – pergunto.
- Não sei. Jantar, talvez.
- Não vai dar certo. – respondo como se soubesse das coisas. Mas pera ai, da ultima vez não deu certo.
- O que você sugere então? – ele pergunta me desafiando.
- Não sei. – respondo. É claro que sei, mas não sou estupido o suficiente para confessar.
- Hmm. Se tiver alguma ideia me avise. – ele pede.
- Claro. – minto
Silencio.
Subo as escadas pensando em como a minha vida é infeliz. A mulher que eu amo não me quer e agora o namorado dela vai pedi-la em casamento, destruindo todas as minhas esperanças. Abro a porta do meu quarto e a vejo.
- O que você está fazendo no MEU quarto? – pergunto fingindo desconforto.
- Esse é o MEU quarto. – ela me desafia.
- Não é o Meu quarto. – revido.
- O que você está fazendo no MEU quarto? – pergunto fingindo desconforto.
- Esse é o MEU quarto. – ela me desafia.
- Não é o Meu quarto. – revido.
Novamente silencio.
- Ok. Esse era o nosso quarto. – ela finalmente diz.
- Sim. Era nosso quarto, mas agora é meu. – respondo sentindo-me feliz por ela ainda lembrar disso.
- E então como tá? – ela pergunta tentando quebrar o gelo.
- Bem. E você?
- Melhor agora que tirei aquelas roupas molhadas. – ela responde sorrindo.
- Ok. Esse era o nosso quarto. – ela finalmente diz.
- Sim. Era nosso quarto, mas agora é meu. – respondo sentindo-me feliz por ela ainda lembrar disso.
- E então como tá? – ela pergunta tentando quebrar o gelo.
- Bem. E você?
- Melhor agora que tirei aquelas roupas molhadas. – ela responde sorrindo.
Mais silencio.
- O Sillas falou alguma coisa com você? - ela pergunta timidamente.
- Sobre? – pergunto já desconfiando que seja sobre casamento. Hoje é 21 de dezembro, pra ela o dia mais perfeito do ano, isso por que são quatro dias antes do natal e quatro dias depois do aniversario dela.
- Casamento. – ela responde jogando-se na cama como sempre faz quando quer tornar a conversa mais fácil.
- Você aceitaria? – pergunto entrando na dela.
- Não foi culpa minha! – ela diz levantando-se rapidamente da cama.
- Eu fiz o pedido, você não aceitou. – respondo pondo-me em sua frente.
- Não estava preparada, nós não estávamos preparados. – ela diz agitada, movendo os braços na minha frente.
- E agora está? – pergunto esperançoso.
- Sim. – ela responde destruindo todo o mundo de fantasia que eu construí, em um minuto.
Meu coração bate descompassadamente. Eu tenho vontade de abraça-la, de beija-la, de me perder com ela no deserto, de leva-la para longe, tenho vontade que todo o mundo suma e só fiquemos nós dois.
Desço as escadas descontrolado, meus pensamentos se voltam todos para um único objetivo. Fazê-la feliz.
- Eu tenho uma ideia! – digo ao Sillas quando cruzo com ele na sala de jantar.
- Por que isso agora? – ele pergunta surpreso.
- Você quer ou não pedi-la em casamento?
- Quero.
- Ótimo. Já tem as alianças? – pergunto.
- Sim. – ele responde confuso. – Por quê?
- Porque você vai fazer o pedido hoje.
- Por quê?! – ele pergunta com uma expressão apavorada no rosto.
- 21 de dezembro.
- E?
- Hoje é o dia perfeito. – explico sem explicar. – Vamos. – tenho que te dizer o que fazer.
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- Sobre? – pergunto já desconfiando que seja sobre casamento. Hoje é 21 de dezembro, pra ela o dia mais perfeito do ano, isso por que são quatro dias antes do natal e quatro dias depois do aniversario dela.
- Casamento. – ela responde jogando-se na cama como sempre faz quando quer tornar a conversa mais fácil.
- Você aceitaria? – pergunto entrando na dela.
- Não foi culpa minha! – ela diz levantando-se rapidamente da cama.
- Eu fiz o pedido, você não aceitou. – respondo pondo-me em sua frente.
- Não estava preparada, nós não estávamos preparados. – ela diz agitada, movendo os braços na minha frente.
- E agora está? – pergunto esperançoso.
- Sim. – ela responde destruindo todo o mundo de fantasia que eu construí, em um minuto.
Meu coração bate descompassadamente. Eu tenho vontade de abraça-la, de beija-la, de me perder com ela no deserto, de leva-la para longe, tenho vontade que todo o mundo suma e só fiquemos nós dois.
Desço as escadas descontrolado, meus pensamentos se voltam todos para um único objetivo. Fazê-la feliz.
- Eu tenho uma ideia! – digo ao Sillas quando cruzo com ele na sala de jantar.
- Por que isso agora? – ele pergunta surpreso.
- Você quer ou não pedi-la em casamento?
- Quero.
- Ótimo. Já tem as alianças? – pergunto.
- Sim. – ele responde confuso. – Por quê?
- Porque você vai fazer o pedido hoje.
- Por quê?! – ele pergunta com uma expressão apavorada no rosto.
- 21 de dezembro.
- E?
- Hoje é o dia perfeito. – explico sem explicar. – Vamos. – tenho que te dizer o que fazer.
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Da janela do meu quarto posso ver o píer perfeitamente. Talvez até ouvir. Sillas está parado em pé no fim do píer com um buquê de tulipas negras – as preferidas de Andreia apesar de ela dizer que são margaridas. - Todo seu corpo parece tremer, não sei se por causa do píer ou do pedido que está prestes a fazer.
O Sol já está se pondo quando Andreia chega ao píer exalando toda sua beleza. Sillas começa seu discurso ensaiado.
- O Sol, que agora se põe; as estelas, que logo começarão a brilhar; a agua desse lago nem mesmo a Lua cheia, símbolo dos apaixonados, prendem tanto a minha atenção quando tua beleza. – falo junto a ele. Meus olhos focam a garota e percebo uma lagrima solitária molhar seu rosto.
- Para mim nada é tão importante como você. Talvez seja amedrontador como a escuridão da noite que já chega, mas juntos sei que podemos nos guiar pelas estrelas que chegar a qualquer lugar. Então você quer se casar comigo? – escuto ele completar e vejo a garota pular em seu pescoço com um imenso sorriso no rosto e com a face banhada de lágrimas.
O Sol já está se pondo quando Andreia chega ao píer exalando toda sua beleza. Sillas começa seu discurso ensaiado.
- O Sol, que agora se põe; as estelas, que logo começarão a brilhar; a agua desse lago nem mesmo a Lua cheia, símbolo dos apaixonados, prendem tanto a minha atenção quando tua beleza. – falo junto a ele. Meus olhos focam a garota e percebo uma lagrima solitária molhar seu rosto.
- Para mim nada é tão importante como você. Talvez seja amedrontador como a escuridão da noite que já chega, mas juntos sei que podemos nos guiar pelas estrelas que chegar a qualquer lugar. Então você quer se casar comigo? – escuto ele completar e vejo a garota pular em seu pescoço com um imenso sorriso no rosto e com a face banhada de lágrimas.
Viro-me, fito a mesma parede amarelada de hoje cedo, como eu queria que o que acabei de ver fosse só mais um dos meus pesadelos. “Eu nunca desistirei dela, nunca desistirei de nós dois, mas por enquanto estou desistindo de mim mesmo”, penso tentando me confortar. Apago as luzes do quarto e um sentimento de missão cumprida preenche meu corpo. “Ela está feliz”. O sono demora a chegar. Minutos antes de adormecer a ficha cai. “ Isso ai Beto! Você acabou de criar mais uma cena para atormentar seus sonhos.”
3 comentários:
Hey gente, pois é eu não expliquei mas esse conto é uma tentativa de continuação de Opção 4...
19 de setembro de 2010 às 18:38Depois que eu le muitos comentarios
talvez eu poste o final alternativo...
talvez eu até continue a historia...mas por enquanto é só :p
bjss galerinha que nunca lê
ahhh! Ótima continuação!
19 de setembro de 2010 às 19:28Espero que continue! :D
Há! eu li por primeeeeiro! muito show!
24 de setembro de 2010 às 18:13TEM que ter a continuação, não teve final feliz, foi tenso. por isso que eu gostei mais. oaieuaoieuaoeuoaiue'
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